ECONOMIA / 11.09.18

Mercado reduz estimativa de crescimento do PIB em 2018 para 1,40%

VALOR ECONÔMICO

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2018 voltou a mostrar recuo, agora de 1,44% para 1,40%, segundo a pesquisa semanal Focus, do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Trata-se da terceira queda semanal consecutiva.

As estimativas para a economia brasileira neste ano estão em trajetória quase ininterrupta de queda desde o fim de fevereiro, quando a mediana do mercado atingiu um auge de 2,92% no Sistema de Expectativas de Mercado do BC, que dá origem ao boletim Focus. Para 2019, a estimativa dos analistas consultados pela autoridade monetária continua em 2,50% de crescimento, percentual em que está há 11 pesquisas agora.

No fim de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o desempenho do PIB do segundo trimestre, de 0,2% de avanço em comparação aos três primeiros meses do ano, feitos os ajustes sazonais. O dado que chamou mais atenção, no entanto, foi a revisão do dado do primeiro trimestre, de alta de 0,4% para 0,1%. A projeção atual do governo federal para a economia brasileira em 2018 é de um crescimento de 1,6%, após o corte publicado no relatório de receitas e despesas referente ao terceiro bimestre, divulgado em 20 de julho.

Antes disso, a previsão era de expansão de 2,5%. Também no fim de agosto, os ministérios da Fazenda e do Planejamento publicaram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do governo federal para 2019 mantendo como premissa o crescimento de 2,50% para aquele período. Inflação A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2018 caiu de 4,16% para 4,05%.

No caso de 2019, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ter alta de 4,11%, sem mudança. Para os próximos 12 meses, a previsão para o aumento do IPCA saiu de 3,75% para 3,89%. Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação de 2018 também recuou, de 4,14% para 4,06%. Quanto a 2019, a expectativa foi de 4,17% para 4,10% de elevação.

Na quinta-feira passada, o IBGE mostrou que o IPCA de agosto registrou deflação de 0,09%, menor resultado para o mês desde 1998. No último dia 31, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do governo federal para 2019 trouxe a perspectiva de inflação de 4,25%. Câmbio A mediana das projeções para o dólar no fim de 2018 entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, voltou a subir, de R$ 3,60 para R$ 3,80 no fim de 2018.

Para o ano seguinte, a previsão ficou estável em R$ 3,51. Dessa forma, a expectativa entre os economistas desse seleto grupo alinha-se com a do mercado em geral, mantida em R$ 3,80 para este calendário. Para o fim de 2019, a mediana dos economistas em geral seguiu em R$ 3,70, patamar em que está há oito semanas agora.

Selic

As medianas das estimativas para a taxa básica de juros não sofreram alterações entre os economistas em geral: ficaram em 6,50% no fim deste ano (pela 16ª semana consecutiva) e 8% no próximo calendário, patamar em que já está há 35 semanas agora. Entre os economistas Top 5 de médio prazo, a projeção para a Selic no encerramento de 2018 ficou em 6,50% pela 17ª semana seguida. Quanto ao próximo ano, a projeção passou de 7,75% para 7,63%.