ECONOMIA / 21.12.17

BC vê inflação abaixo da meta e PIB maior em 2017

VALOR ECONÔMICO

A inflação anual medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2017 em 2,8%, chegar a 4,2% em 2018, marcar 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020. Essa é a trajetória da inflação no cenário que considera as estimativas dos analistas financeiros coletadas no Boletim Focus do Banco Central. As projeções foram divulgadas nesta quinta-feira (21) no Relatório de Inflação (RI), que tem data de corte em 15 de dezembro.

Para fazer as projeções, o BC considerou dólar de R$ 3,29 neste ano, de R$ 3,30 em 2018, R$ 3,40 em 2019 e R$ 3,45 em 2020. A Selic assumida é de 7% em 2017 e 7% em 2018. No RI de setembro, a projeção para a inflação no fim de 2017 era de 3,2%, subindo a 4,3% no fim de 2018 e marcando 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020. Para 2017 e 2018, a meta é de 4,5%, em 2019 recua a 4,25% e em 2020 cai a 4%. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A expectativa, segundo o BC, é que a Selic atinja 6,75% no início de 2018, e entre em trajetória de alta em dezembro do mesmo ano, chegando a 8% em abril de 2019 e mantendo-se nesse patamar até o final de 2021. PIB O BC elevou a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 de 0,7% para 1%.

De acordo com o RI, a revisão reflete “os impactos dos resultados das Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o terceiro trimestre do ano, da revisão da série histórica do PIB e de estatísticas setoriais disponíveis para o trimestre em curso”.

O relatório também eleva a projeção para a expansão dos componentes da oferta em 2017. Para o setor agropecuário, a estimativa de alta passou de 12,1% para 12,8%. Para a indústria, a projeção melhorou de queda de 0,6% para recuo de 0,3% em função, principalmente, do incremento na indústria de transformação (de 0,6% para 1,3%).

O setor de serviços deve apresentar crescimento maior do que o previsto anteriormente (0,3% ante 0,1%), com destaque para o comércio (0,8% para 2,0%); atividades imobiliárias e aluguel (0,7% para 1,1%) e intermediação financeira, seguros e serviços relacionados (de -1,6% para -1,1%). Pela ótica da demanda, a principal revisão veio do consumo das famílias, para o qual o BC estima agora alta de 1,2% em 2017, ante a previsão de 0,4% feita em setembro. A autoridade monetária também melhorou a projeção para a Formação Bruta de Capital Fixo, medida do que se investe em máquinas, equipamentos e pesquisa, de queda de 3,2% para recuo de 2,5%.

A melhora está “associada à recente reação da absorção de bens de capital”, segundo o BC. Para o consumo do governo, a previsão foi alterada de redução de 1,8% para queda de 0,8%. Mercado externo O BC elevou as projeções para alta de exportações (3,9% para 5,5%) e importações (1,9% para 4,6%). As alterações, segundo a autoridade monetária são “consistentes com a ampliação que vem sendo observada na corrente de comércio do país.” A contribuição da demanda interna para a expansão do PIB em 2017 é estimada em 0,9 ponto percentual (p.p.) e a do setor externo, em 0,1 p.p

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